Café com Notícia
CAFÉ COM NOTÍCIA | 5 de Outubro de 2020
Na Coluna desta segunda-feira, Tião Pinheiro homenageia os 32 anos do Tocantins
Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

O editor-chefe dos jornais do Tocantins e Daqui e coordenador da CBN Tocantins, Tião Pinheiro, além de comentar as principais notícias do dia, homenageou os 32 anos do Estado do Tocantins com o texto: De sonhos, história e pertencimento! O coordenador de Jornalismo da TV Anhanguera, Adriano Fonseca, antecipou os destaques do Jornal Anhanguera, 1ª edição. Ouça a íntegra da Coluna e a mensagem do Tião Pinheiro.

De sonhos, história e pertencimento!

Tião Pinheiro

A história está escrita, está feita. E continua sendo escrita, sendo feita.

Desejos, frustrações, acertos, erros, mas o certo mesmo é que já se vão 32 anos que o Tocantins deixou de ser um sonho de “desvairados”, de ser uma luz de desesperançados e de ser uma promessa de desabandono.

A história está aí, dela quase tudo já se sabe. A oficial dos livros e registros, um pouco dos bastidores, do que veio à tona – nem tudo, é verdade.

Mas o Tocantins também está aí: institucionalmente implantado e agasalhando perspectivas de tantos que aqui nasceram e de outros tantos que para cá vieram na esperança de novos amanheceres, na construção ou reconstrução de suas histórias.

Poucos se dão conta da longa espera.

Foram 223 anos desde aquele distante 1765 – quando o desembargador Antônio José de Araújo Souza lançou a semente de separação do Norte da Capitania de Goiás – ao histórico 5 de outubro de 1988 – data da festiva promulgação da Constituição Cidadã que trazia, entre tantas outras mudanças, a criação da mais nova unidade da Federação.

Uma história, portanto, de 255 anos. É muito tempo. Muita poeira, muito suor, corações e mentes numa direção em busca de independência, de reconhecimento de identidade, de oportunidades e de melhor viver.

A história está escrita, está feita. E continua sendo escrita, sendo feita.

Muitos a ela se entregaram, a ela dedicaram suas vidas e muitos não tiveram a satisfação da vitória, não viveram para o testemunho da liberdade.

Mas deixaram sementes de uma plantação, tijolos de uma construção, a bravura por uma luta de muitos, de tantos, nossa.

E agora, 32 anos depois, há quem tente comparações daquele “menino” mais novo entre os entes federativos do início com este “jovem adulto” de hoje cobrando sem dar sua correspondente parcela, cobrando sem fazer sua parte. Como tantos fizeram.

O mundo mudou, é certo. Muita coisa mudou na lógica cartesiana. Algumas verdades se desmoronaram, um vírus saiu do nada e revirou tudo, as práticas tidas como certas caíram por terra e nesse mundão afora a ordem é reinvenção, reinventar-se.

E em meio a tudo isso está o Tocantins. Sonhado e desejado.

E entre vidraças e estilingues, há quem aponte o dedo em riste negando a luta, ignorando o suor e o legado de um sonho que se materializou. Claro, com erros e acertos. E mazelas que não caberiam no sonho lá de antes. Mas disso um dia a história cuidará.

Não é por acaso que aqueles que aqui viviam e vivem, que aqui laboravam e laboram e que aqui também sonhavam e sonham reagem prontamente a desqualificações das coisas do lugar e a menosprezos de sua brava gente.

A história está escrita, está feita. E continua sendo escrita, sendo feita.

Cabe a quem aqui está, a quem aqui chegou e a quem ainda virá escrever novas páginas, implementar novas práticas e semear novas sementes. Como tantos antes de nós sonharam, como tantos antes de nós plantaram, como tantos antes de nós realizaram.

E que assimilemos as lições extraídas daquilo que não foi bom, que não foi certo para escrevermos novos capítulos dessa história incrível. Muito ainda há por fazer.  Muito ainda há por conquistar.

E é na direção do amor à terra que idealizamos, que estamos construindo pra nós e para as próximas gerações que podemos encher o peito de orgulho, de pertencimento e dizer a plenos pulmões a expressão do povo tupi que tão bem nos identifica e nos faz donos desse sonho hoje tão palpável chamado Tocantins:

Co Yvy Ore Retama! Esta Terra é Nossa!

 

 

Leia também

Publicidade
Enquete

O que você acha da prefeitura decretar lockdown em Palmas?

  • Sou a favor
  • Sou contra
  • Não tenho uma opinião formada