Depois que a Secretaria de Estado da Saúde apontou na quinta-feira passada, dia 18, que o Tocantins tinha dez casos confirmados da Covid-19 em indígenas, o Ministério da Saúde, por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins esclareceu que houve um equívoco na informação. Em nota enviada à CBN Tocantins, o órgão oficial de saúde do Brasil informou que a prestação de assistência à saúde dos povos indígenas se dá por intermédio dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas, unidades gestoras subordinadas a SESAI, Secretaria Especial de Saúde Indígena e que o equívoco deve ter sido gerado provavelmente pela soma de casos de indígenas que vivem em aldeias com aquelas que estão no contexto urbano. De acordo com a nota, com a legislação vigente, os indígenas “não aldeados” que vivem em contexto urbano, são atendidos pela Estratégia Saúde da Família do município onde residem. Portanto, todos os casos de Covid-19 em Indígenas residentes nas aldeias estão sob a responsabilidade sanitária do DSEI. Os casos são confirmados por teste, notificados ao SUS pelos estabelecimentos de Saúde Indígena; e, quando esses usuários Indígenas são encaminhados para os serviços de média e alta complexidade de referência, os mesmos são notificados pelo Estado ou Município. Até o momento, de acordo com o boletim epidemiológico mais recente, do dia 20, disponível no site saudeindigena.saude.gov.br, o Tocantins conta com 3 casos de indígenas confirmados com Covid-19 e nenhum óbito. Sobre a situação, A Secretaria de Estado da Saúde informou que os dados divulgados estão no Sistema E-SUS VE, que são alimentados pelo municípios do Estado, que não fazem distinção dos indígenas aldeados ou não e esclareceu que havia solicitado o levantamento ao DSEI, órgão responsável a informação.