Um novo pedido de habeas corpus foi negado ao ex-governador Marcelo Miranda, do MDB, e também ao irmão, Brito Miranda Júnior, que seguem presos preventivamente em Palmas. Essa é a primeira vez que o pedido foi negado por um tribunal colegiado e não por decisão individual de juiz, decisão feita então pela terceira turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, localizado em Brasília. O placar resultou em 2 votos a 1 para manter a prisão do ex-governador do Tocantins. Votaram pela manutenção da prisão a desembargadora Mônica Sifuentes e o juiz Pablo Zuniga, que está substituindo o desembargador Hilton Queiroz, este que já negou um pedido de liberdade a Miranda. O voto divergente foi do desembargador federal Ney Bello Filho, que suspendeu o julgamento que tinha começado no dia 10 de dezembro para pedir vista. O acórdão do julgamento ainda não está disponível e por isso não é possível saber quais foram os argumentos por cada um dos magistrados para definir seus votos. Os argumentos da defesa seguem sendo os mesmos, acreditando que a prisão realizada no dia 26 de setembro não tem fundamentos e é baseada em fatos antigos, já investigados em outra operação da PF, a conhecida Reis do Gado. A reportagem da CBN Tocantins busca contato desde novembro com o Ministério Público do Pará para saber como andam as investigações no Estado, já que o órgão também abriu investigações porque os crimes supostamente cometidos por Miranda e família aconteceram em São Félix do Xingu, no Pará. Até o momento, não houve resposta do MP. As investigações continuam sendo realizado no Tocantins. A reportagem também entrou em contato com o advogado de defesa da família, Jair Pereira, que informou que este é o primeiro pedido desse porte, feito com exame, sendo que os outros pedidos eram liminares. Perguntado como vai recorrer da decisão da turma do TRF1, a defesa respondeu à reportagem que se possível vai entrar com novo pedido ainda nesta quarta-feira, dia 18, no STJ, mas só está aguardando pela disponibilidade da decisão. Para os investigadores, Brito Miranda, que é o pai, e Brito Júnior, o irmão, funcionavam como pontos de sustentação para prática de atos de corrupção, fraudes em licitações, desvios de recursos, recebimento de vantagens indevidas, falsificação de documentos e lavagem de capitais, para acumular criminalmente riquezas para o núcleo familiar, chegando a quantia de até 300 milhões de reais dos cofres públicos. O pai pagou fiança ainda nos primeiros dias de prisão e responde em liberdade. Já Marcelo Miranda segue no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar e Brito Miranda Júnior está na Casa de Prisão Provisória de Palmas.