Sete pessoas presas durante operação da Polícia Civil em Paraíso do Tocantins foram ouvidas pelo delegado responsável pelo caso, Wanderson Chaves. Segundo informou o delegado, dos quatro detentos da Casa de Prisão Provisória suspeitos de integrar uma organização criminosa que ordenava crimes de dentro da unidade prisional, dois foram identificados como cabeças da quadrilha. Todos eles confessaram participação nos assaltos realizados na cidade, mas negaram associação à organização criminosa que supostamente está ligada a uma facção, segundo a polícia. Outras três pessoas também foram presas, um homem identificado como Iago Freire de Araújo, que vai responder por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido; Simone Rosa dos Santos Brito, presa por receptação, posse de arma de fogo de uso permitido e organização criminosa; e Janielem Rocha Martins presa por receptação. De acordo com a polícia essas pessoas foram detidas em flagrante durante os cumprimentos de mandados de busca e apreensão. A suspeita é de que eles seriam os fornecedores do armamento para a prática dos assaltos realizados. A atuação da organização criminosa passou a ser investigada depois que uma dupla de assaltantes roubou diversas joias de um estabelecimento comercial de Paraíso do Tocantins, na região central do Estado, no dia 12 de março. As investigações apontaram, então, que a ordem para a realização dos crimes partia de dentro da Casa de Prisão Provisória do Município. A busca na unidade prisional resultou na apreensão de dois celulares que segundo o delegado eram os aparelhos utilizados para comunicação dos criminosos presos com os outros membros da organização. A operação foi intitulada Intus Mali, que em latim significa o mal que vem de dentro, fazendo menção às ordens dadas de dentro do presídio. 32 pessoas, entre policiais civis e técnicos em defesa social participaram na operação.