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CRISE NO PENITENCIÁRIO | 9 de Novembro de 2018
Sinal de tornozeleiras eletrônicas é suspenso pela segunda vez em menos de dez dias
Foto: Elias Oliveira/ Reprodução JTO
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A empresa Spacecom, contratada para fazer o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas utilizadas por reeducandos no Tocatins, voltou a suspender o sinal do monitoramento para a central de dados localizada no Estado. Esta é a segunda vez em menos de dez dias que o fornecimento é interrompido. O motivo: falta de pagamento por parte do Governo do Estado. De acordo com dados da Secretaria de Cidadania e Justiça, o Estado concentra atualmente 420 tornozeleiras eletrônicas, implantadas em 2015 como uma alternativa para a superlotação das unidades prisionais. O valor da dívida entre Estado e empresa diverge. A Spacecom alega que o montante que estaria em atraso há um ano chega a dois milhões de reais, já a Secretaria de Cidadania e Justiça, diz que o débito é de pouco mais de 400 mil reais.

 

Apesar do débito, a Seciju já está em processo de contratação de uma nova prestadora de serviço. A escolha foi feita por meio de licitação e selecionou a empresa Show Prestadora para fazer o monitoramento em um período de 12 meses a um custo de aproximadamente 2 milhões de reais. Mas o problema com o monitoramento das tornozeleiras é apenas um dos muitos que têm cercado a pasta. Somente este ano 53 detentos fugiram de unidades prisionais do Tocantins. Deste, 21 foram recapturados e 9 morreram em confronto com a polícia. Enquanto o Sistema Penitenciário Prisional tem capacidade para abrigar 2.024 internos. Atualmente estão sob tutela do Estado cerca de 3.900 reeducandos. Um déficit de quase duas mil vagas. O Governo está trabalhando na abertura de novas vagas. A previsão é que em fevereiro do ano que vem, sejam abertas 600 vagas em Cariri, no sul do Estado.

Por: Ananda Portilho

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