Nas eleições deste ano, os candidatos poderão usar recursos próprios para bancar suas campanhas. O chamado autofinanciamento está previsto na resolução do Tribunal Superior Eleitoral que disciplina os mecanismos de financiamento de campanha para as eleições 2018. O texto da resolução número 23.553, publicada no último dia 2, estabelece que “o candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”. O relator da resolução foi o ministro Luiz Fux, que presidente o TSE desde o dia 6 de fevereiro. As doações, por outro lado, estão limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos pelo doador no ano anterior à eleição. A resolução também disciplina que os bens próprios do candidato poderão ser objeto de doação, desde que demonstrado que já integravam seu patrimônio em período anterior ao pedido de registro de candidatura. Outra novidade é a possibilidade do financiamento coletivo da campanha por meio de plataformas na internet, mas é preciso ter cadastro prévio na Justiça Eleitoral.

Entre os sete políticos com mandato, que já se declararam pré-candidatos ao governo do Tocantins, e considerando os gastos de campanha e bens declarados nas eleições de 2014 e 2016, o governador Marcelo Miranda é o que teve a maior despesa declarada na eleição de 2014, R$ 7,1 milhões de reais. Entretanto, é o quinto colocado em bens declarados, R$ 2 milhões de reais. Kátia Abreu, que está sem partido, teve o segundo maior gasto em 2014, na disputa pelo Senado, R$ 6,9 milhões, e declarou R$ 4,1 milhões em bens. Se fosse considerar o patrimônio declarado pelos pré-candidatos nos anos em que disputaram as eleições de 2014 e 2016, o atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse, lidera disparado com R$ 35.273.800,00, seguido pelo senador Ataídes Oliveira, com patrimônio de R$ 28 milhões, e o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, com bens avaliados em R$ 21 milhões. Entretanto, se considerados os valores desembolsados pelos próprios candidatos para bancar suas campanhas eleitorais, Amastha lidera com um gasto de R$ 4,3 milhões, seguido de Ataídes, com quase R$ 3 milhões. O governador Marcelo Miranda é o único entre os sete pré-candidatos que não desembolsou nenhum centavo do próprio bolso para sua campanha em 2014, conforme a prestação de contas informada no Tribunal Superior Eleitoral.